Joaquim Calado O pai do choro.
O historiador André Diniz guia o leitor pela obra de um artista pioneiro.
SINOPSE Com simplicidade, ritmo e requinte, o texto de André Diniz nos conduz ao nascimento de um dos mais belos gêneros musicais brasileiros, o Choro, na flauta de ébano do mago Joaquim Antonio da Silva Callado Junior, o “pai dos chorões”. A uma breve vida de apenas 32 anos e a um legado imortal daquele que se tornou o músico mais popular da segunda metade do século XIX. Aluno do maestro Henrique Alves de Mesquita, professor-Adjunto do Conservatório de Música, Comendador da Ordem da Rosa, protetor e amigo da maestrina Chiquinha Gonzaga, Joaquim Callado organizou os primeiros grupos de pau e corda do Rio de Janeiro e foi o precursor da flauta nos grupos de Choro. A vida deste fenômeno musical foi narrada por André Diniz a partir de informações que estavam fragmentadas em jornais, revistas, livros arquivos públicos e particulares. O autor reuniu e sistematizou as informações que nos dão uma visão panorâmica do tempo em que o músico viveu e o seu papel na música popular carioca e brasileira.
Precursor de flautistas da linhagem de Pixinguinha, Callado foi o criador de um gênero musical tipicamente carioca: o choro. Mas a história de vida do compositor, nascido em 1848 e que viveu apenas 32 anos, ainda é pouco conhecida. Amigo e incentivador de Chiquinha Gonzaga e considerado um rouxinol por Machado de Assis, Callado fundou o primeiro grupo de choro do país e estabeleceu a formação definitiva dos conjuntos de chorões: flauta, cavaquinho e dois violões. Rica em imagens, esta biografia oferece ainda um panorama do choro desde a sua retomada na década de 1970, além de um inventário dos discos com as melodias do criador de “A flor amorosa”.
O Livro inclui: prefácio de Edinha Diniz - biógrafa de Chiquinha Gonzaga, lista atualizada de composições atribuídas a Callado e de CDs com sua obra (disponíveis no mercado), livros de referência sobre a história do choro e temas afins.
NO TEMPO DE CALLADO
Em 1845, a sociedade patriarcal do Rio de Janeiro seria apresentada a um modismo dançante, vindo da Europa: a polca. A música dançante estimulou mudanças de hábito e chegou a designar nomes de vestidos, chapéus, pessoas e epidemias. Filho de músicos renomados, Callado Junior granjeou fama como compositor e intérprete da polca. André Diniz nos mostra então uma face ainda pouco difundida da sociedade imperial, em que negros escravos são educados em bandas e escolas de música, entre outros ofícios, para renderem alguns trocados a seus senhores. Em especial, aos escravos que aprendiam a profissão de barbeiro sobrava tempo para estudar música. Na segunda metade do século XIX, os barbeiros perderam espaço para outras formas de representação musical. Os grupos de Choro e as bandas de música mantiveram a tradição musical popular dos barbeiros.
Em princípio, o choro abarcava os mais diversos gêneros estrangeiros abrasileirados: valsas, polcas, quadrilhas, schottisch. Nas flautas, cavaquinhos, violões, oficleides e clarinetes dos músicos, tais gêneros ganhavam o colorido e o sabor da cultura afro-carioca. O elegante Choro nasceu mestiço, um cruzamento da polca européia com os ritmos afro-brasileiros. Os chorões eram os grupos de instrumentistas populares que tocavam Choro. Eles se apresentavam em aniversários, festas populares, casamentos e batizados, nos arranca-rabos de “cabeça de porco”, nas estalagens iluminadas à lamparina de querosene, mas também nos salões da elite imperial. Numa época distante da Era do Rádio, os chorões eram os maiores divulgadores das composições populares na cidade.
O prestígio musical de Joaquim Callado fez dele o instrumentista e compositor mais popular do seu tempo. Descrito pelos cronistas como “mestiço simpático”, de lábios grossos, dentadura perfeita, compleição robusta e, acima de tudo, “músico irresistível”, Callado Junior ficou célebre também por sua paixão pelos favores das damas e negras fogosas da cidade, como denunciam os nomes de mulheres que povoam os títulos de suas canções: Ernestina, Salomé, Caprichosa, Celeste, Conceição, Consoladora, Maria Carlota, Aurora. Mas uma mulher caiu nas suas graças mais pelo talento musical que por qualquer atributo de beleza. A Chiquinha Gonzaga, Joaquim Callado Junior dedicou a polca “Querida por todos”, que representou um salvo-conduto para a introdução de Chiquinha no meio musical.
Nas primeiras décadas do século XX, em Clara dos Anjos, o escritor Lima Barreto ainda constatava a saudade que o povo carioca sentia do exímio flautista e compositor Joaquim Callado, morto em 20 de março de 1880. “No Olimpo das serenatas do tempo, percebemos (...) excelentes rapazes que passaram neste mundo para deixar duradouras recordações. E foram eles (...) Zuzu Cavaquinho, Lulu do Saco e ainda o Caladinho”. Morrera o músico, mas ficaria o mito, o “Pai dos Chorões”.
Publicado por Jorge Zahar Editor Ltda, relançado em 04/07/2008, 143 páginas. ISBN 978-85-378-0085-0
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Almanaque do Carnaval A história do carnaval, o que ouvir, o que ler, onde curtir.
“Este livro é muito bom, e certamente é o primeiro em que se conta a história do carnaval focando os três principais centros da folia no país, Rio, Salvador e o Recife. Normalmente, os historiadores do carnaval escrevem apenas a festa carioca, como se este não fosse o país do carnaval. Parabéns.” José Teles
SINOPSE
Em Salvador a festa de rua nos dias de carnaval ganhou proporções gigantescas. No Recife, o Galo da Madrugada atrai mais de um milhão e meio de pessoas. No Rio de Janeiro, o desfile no Sambódromo é televisionado para mais de 180 países.
Neste Almanaque do carnaval, o historiador André Diniz conta como isso tudo começou, conduzindo o leitor em uma viagem no tempo, até chegar às grandes folias da atualidade. Além da história do carnaval, o leitor descobre a trajetória dos gêneros musicais identificados com a festa: o samba, a marchinha, o frevo e o axé.
O leitor vai se deparar com canções, compositores e intérpretes que marcaram época e com os que ganham destaque na atualidade. São pequenas biografias, casos curiosos e informações sobre o contexto político, social e cultural de cada período. E o autor aborda fenômenos de mercado como Ivete Sangalo e É o Tchan, rompendo as barreiras impostas pela crítica tradicional.
Há ainda mais de 120 imagens, indicações de livros e filmes e dicas de onde cair na folia em todo o Brasil.
Publicado por Jorge Zahar Editor Ltda, lançado em 15/01/2008. 143 páginas. ISBN 978-85-378-0047-8
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O Rio Musical de Anacleto de Medeiros A vida, a obra e o tempo de um mestre do choro.
"André Diniz vem contando a história da música popular através da história de seus personagens. Uma nobre missão." João Máximo
"É de se ler em um fôlego só, de preferência ouvindo um xótis de Anacleto ao fundo." Do prefácio de Sergio Prata
SINOPSE Anacleto de Medeiros – maestro, compositor, arranjador, instrumentista e chorão – viveu intensamente a agitação do Rio de Janeiro na virada do século XIX para o XX. É a trajetória desse gênio musical e da cidade em ebulição que André Diniz conta nesse livro, resgatando uma figura fundamental para a música brasileira. Mostra de que forma seu trabalho como maestro e fundador de bandas definiu um novo estilo no gênero e como suas composições influenciaram Villa-Lobos, Pixinguinha e Radamés Gnatalli. Revela histórias de Paquetá, onde nasceu, e o ambiente boêmio do Rio de Janeiro no qual se formou e obteve renome. O centenário de morte de Anacleto comemora-se em agosto de 2007.
O Livro traz mais de 70 imagens, letras de Catulo da Paixão Cearense para composições de Anacleto, indicações de o quê ler e ouvir para saber mais sobre o maestro e sua época, uma breve cronologia e discografia comentada.
Publicado por Jorge Zahar Editor Ltda, lançado em 24/07/2007, 143 páginas. ISBN 8537800198, 9788537800195.
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Almanaque do Samba A história do samba, o que ouvir, o que ler, onde curtir.
Verdadeiro manual do ramo... ele fornece o caminho das pedras para quem pretende ir ao samba.” Tárik de Souza
"Para quem trabalha com informação, é prato feito, farto, bem temperado." Hermínio Bello de Carvalho
SINOPSE
Histórias, curiosidades, pequenas biografias de diversos bambas do samba e muitas ilustrações dão o tom cadenciado ao Almanaque do samba, do historiador e amante do ritmo André Diniz. Seguindo o sucesso do Almanaque do choro, o autor faz um rico passeio pela história do samba - das raízes mestiças, passando pela bossa nova e pelas canções dos festivais, até suas incursões pelo rock e pela música eletrônica.
Com uma prosa leve e informativa, André Diniz revela como os rumos da cultura e da política nacionais se relacionam com o desenvolvimento do samba, e discute suas raízes e influências.
Mais de 100 imagens e 80 boxes com informações complementares compõem um painel muito bem ilustrado nesse Almanaque, que possui ainda o mérito de destacar a pluralidade e a diversidade do samba. Leitura indispensável a todos que apreciam a música popular, o livro traz ainda uma discografia comentada com os discos mais relevantes de diversos compositores e intérpretes (elaborada pelo colecionador Flavio Torres), lista de lugares onde se pode ouvir bom samba em todo o Brasil, bibliografia selecionada e cronologia do samba.
O QUE DIZ A CRÍTICA
Livro conta a história do samba e traz curiosidades Folha de São Paulo, em 02/03/2006, por Marina Yakabe, do Agora.
Dois dias após o fim do Carnaval, se você é daqueles que não resiste a um bom samba, deve estar cansado por conta da folia. No entanto, se restar empolgação, o livro "Almanaque do Samba" (Jorge Zahar Editor, 276 páginas, R$ 34,50), de André Diniz, é uma boa opção para conhecer mais sobre o gênero que tem suas origens em ritmos como o lundu e a modinha e, no decorrer dos anos, flertou com a bossa nova, o rock, a música eletrônica e até com o rap.
"Acho que há material interessante para quem não conhece e para quem já gosta. Tentei montar um painel do ritmo no século 20, contando como ele surgiu e se consolidou", afirma o autor.
Quem não estiver a fim de se aprofundar na parte histórica vai curtir as curiosidades. Revelações interessantes, como a da composição de "Saudosa Maloca", clássico de Adoniran Barbosa, valem o livro. Ao sair de casa com seu cachorro de estimação, o músico encontrou um amigo que lhe contou que o prédio em que morava seria demolido. Nasceu o clássico.
Desde 1840, quando aconteceu o primeiro baile carnavalesco, até os dias de hoje, estão retratados no livro todos os grandes nomes que, de alguma maneira, influenciaram a história do ritmo.
Estão lá Donga, que sob protestos e reclamações de plágio registrou "Pelo Telefone" (1917), o primeiro samba do Brasil, ou representantes da nova geração do gênero, como Zeca Pagodinho e Dudu Nobre. "Acho que o livro mostra que o ritmo é um camaleão, cresceu com o país e se consolidou. Hoje, é a cara do Brasil", afirma Diniz.
Mas, se você já quiser entrar na avenida no ano que vem entendendo tudo de samba, vale a pena dar uma treinadinha em algumas das casas indicadas no livro (leia ao lado) e correr atrás das dicas de discos e literatura básica para os fãs do gênero. O último capítulo traz sugestões de álbuns como "Pra Seu Governo", da Madrinha do Samba, a cantora Beth Carvalho, "Acústico MTV", de Zeca Pagodinho, e, como não poderia deixar de ser, qualquer álbum de Cartola.
Na seção "O que ler?" aparecem alguns outros livros, como "No Tempo de Ary Barroso", de Sérgio Cabral.
Almanaque da Folia O Globo, em 25/02/2006, por Paulo Thiago de Mello.
Um fenômeno cultural como o samba, que se confunde com a própria identidade brasileira, configura um todo que é maior do que as partes que o compõem. Vários caminhos podem ser percorridos, pois levam ao seu coração; mas nenhum deles sozinho consegue esgotar a riqueza dessa ocorrência que, desde os primórdios do processo de urbanização das grandes cidades do país, em especial o Rio de Janeiro, vem se insinuando de forma poderosa na alma brasileira.
Assim, é preciso perseverança e sensibilidade para se aventurar num texto que se propõe a mapear as diversas particularidades desse fenômeno e reuni-las na forma de um almanaque. E, embora seja impossível esgotar um assunto como esse, André Diniz, com o seu Almanaque do samba: A história do samba, o que ouvir, o que ler, onde curtir, consegue fazer essa travessia com grande competência, sem se perder em excessos ou omissões. Historiador especializado em música popular brasileira, Diniz oferece, num texto elegante, uma viagem panorâmica, porém nada superficial, por este aspecto extremamente rico de nossa cultura.
Talvez a maior virtude do livro seja o fato de não ser um almanaque no sentido de um amontoado de informações superficiais e enciclopédicas. O autor consegue traçar um consistente apanhado histórico do surgimento e das raízes do samba, mas muito bem temperado com uma boa percepção, digamos, sociológica do fenômeno. É graças a essa sensibilidade que os capítulos e verbetes, fartamente ilustrados, ganham em consistência e profundidade.
Ao contar a história do samba, o almanaque vai além e nos apresenta um retrato de processos sociais que formaram e atualmente caracterizam os centros urbanos brasileiros. Estão ali faces da nossa sociedade como a discriminação social e o elitismo, o processo de industrialização, as influências estrangeiras na nossa cultura, e por aí vai. Com isso, o livro acaba sendo, na verdade, um grande almanaque da cultura urbana do país, do fim do século XIX até hoje. Assim, é uma leitura que interessa até mesmo àqueles que são “ruins da cabeça ou doentes do pé”.
Não poderia ser de outra forma, pois o samba, como fenômeno central de nossa identidade, dialoga, ora por parentesco ora por contraste, com muitas outras manifestações culturais do país. Desse modo, além de todos os elementos ligados ao mundo do samba — de instrumentos musicais aos compositores — o leitor encontrará no almanaque de Diniz verbetes como teatro de revista, samba-canção, bossa nova e tropicalismo, só para citar alguns.
Como explica o autor, “usei samba no sentido amplo da palavra, da forma como aparece no imaginário brasileiro. Samba com respeito à tradição, mas sem tradicionalismo, aquele lado perverso do discurso que circunscreve a qualidade cultural a passados longínquos e intangíveis. Raízes são importantíssimas, mas o que faz diferença são as antenas”. Com essa escolha, Diniz evitou fetichizar o samba, e o pôs ao alcance do leitor.
Obra repleta de curiosidades e preciosidades sobre o tema.
Além disso, seu livro é repleto de curiosidades que fazem a delícia de quem lê. A vaidade de Sinhô, por exemplo, é narrada num curto diálogo entre o compositor e o cronista carnavalesco do Jornal do Brasil João Guimarães, o Vagalume, em 1920. Uma preciosidade. No almanaque, o leitor também fica conhecendo a história por trás do samba Com que roupa?, de Noel Rosa, que ilustra a profunda percepção social do compositor de Vila Isabel. E há muitas outras histórias, como o Zicartola, Cacique de Ramos e por aí vai. Também estão presentes as polêmicas que rondam esse universo, como a oposição entre samba de raiz e pagode.
Como todo almanaque que se preze, o livro é fartamente ilustrado com fotografias, charges e uma diagramação que apresenta o texto de forma dinâmica. Desse modo, ele pode ser lido tanto como um texto corrido, ou consultado pelos verbetes. Há ainda capítulos especiais de serviços como o que ler, aonde ouvir samba, e o que ouvir. Neste último tópico, merece destaque a seleção de Flavio Torres, credenciado como colecionador e amante do samba.
Como não poderia deixar de ser num trabalho desse porte, algumas citações não são muito aprofundadas. Um compositor da importância de Jards Macalé, por exemplo, é mencionado apenas numa legenda de foto. Mas isso não pode ser considerado uma falha, uma vez que Diniz não se propôs a fazer um inventário exaustivo do mundo do samba, mas dar ao leitor uma visão desse universo, tarefa que o seu almanaque cumpre muito bem.
Do batuque ao hip hop. Almanaque conta a história do samba, um dos gêneros musicais mais populares do Brasil Revista Época, em 17/04/2006, por Danilo Casaletti.
Para Vinicius de Moraes, o samba 'é o balanço da mulher que sabe amar'. Já para Caetano Veloso, o ritmo é 'o pai do prazer, o filho da dor'. Zé Keti chamou-o de 'a voz do morro'. Porém, independente da definição de compositores e poetas, o samba é o gênero musical mais popular do Brasil.
Mas, por mais estranho que possa parecer, o samba não é genuinamente brasileiro. Ele é uma mistura de ritmos europeus e africanos e foi trazido ao Brasil pelos escravos. Primeiramente ganhou o nome de batuque. A primeira menção da palavra 'samba' foi feita pelo jornal pernambucano O Carapuceiro, em 1938. Já no Rio de Janeiro, a palavra só ficou conhecida no final do século XIX e era ligada aos festejos rurais, aos negros e ao norte do país.
Essas e outras curiosidades estão reunidas no Almanaque do Samba (Jorge Zahar Editor), escrito pelo historiador e pesquisador André Diniz. O livro conta como o samba fincou definitivamente suas raízes no Brasil. Segundo o autor, o ambiente urbano, mestiço e carioca foi fundamental para que isso ocorresse. Almanaque do Samba aborda também a (re) evolução do ritmo que passa pelo samba-canção, bossa-nova, música de protesto, samba-enredo, pagode, hip hop, entre outros gêneros.
O livro é recheado de informações curiosas. André Diniz explica, por exemplo, que mesmo antes de a canção Pelo Telefone - conhecida como o primeiro samba brasileiro - ser gravada, em 1917, já existiam outros registros que se assemelhavam muito mais com o samba que conhecemos hoje. Porém, a composição de Donga caiu nas graças do público por misturar ritmos que já existiam na memória popular do povo e por ser uma sátira ao chefe da polícia do ainda provinciano Rio de Janeiro.
Almanaque do Samba também conta com a biografia dos principais sambistas brasileiros. Estão todos lá: Chiquinha Gonzaga, Heitor dos Prazeres, Sinhô, Noel Rosa, Almirante, Aracy de Almeida, Ary Barroso, Geraldo Pereira, Moreira da Silva, Mário Lago, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Alcione e tantos outros.
Para os amantes do gênero, ainda há um roteiro de onde se pode ouvir samba nas principais capitais do país. Para quem quer se aprofundar no tema ou até mesmo conhecê-lo, o livro traz uma extensa bibliografia. Vale ressaltar a capa do volume, uma tela pintada pelo compositor Heitor dos Prazeres em 1962 que retrata o ambiente no qual o samba nasceu e floresceu.
O partidário fiel. “Almanaque do samba” traz dicas para quem desconhece o assunto Jornal do Brasil, em 25/2/2006, por Sérgio Martins.
Os amantes da música, em especial do samba, têm mais um bom motivo para comemorar. O historiador e autor André Diniz está lançando o 'Almanaque do samba' (Jorge Zahar Editor), com tudo o que torna esse tipo de leitura um prazer e o livro um veículo de informação em todos os sentidos - curiosidades, histórias, biografias, letras de músicas e muitas ilustrações.
As mais importantes figuras do samba - compositores, intérpretes, instrumentistas ou pessoas simplesmente ligadas à música - estão retratadas em suas páginas. Em biografias objetivas mas também com uma dose (com direito ao gole do santo, é claro) de curiosidades sobre o personagem, descritas de uma maneira coloquial e de fácil entendimento, num texto ágil, como devem ser os dos almanaques. Tudo isso desde as raízes mestiças do ritmo, passando pela Bossa Nova, os festivais e até as incursões do samba pelo rock e pela música eletrônica.
Aqueles que ainda não estão muito familiarizados com o samba terão no almanaque de André Diniz a oportunidade de suprir essa falha. O autor se preocupou em publicar uma ampla bibliografia, inclusive com comentários próprios de quem entende do assunto, por ser um partidário fiel e presença assídua em muitas - ou todas - as rodas de samba e pagodes do Rio de Janeiro e de outras capitais - entre elas uma ex-capital, Niterói, onde nasceu e vive há 35 anos.
De bônus, os leitores terão a oportunidade de passear (ou ler com a devida atenção) pela discografia feita especialmente para o almanaque por Flávio Torres, colecionador e amante do samba, no capítulo 'O que ouvir?'.
Ainda como informação adicional, André Diniz ilustra o almanaque com mais três capítulos de grande importância para quem conhece ou não o samba e sua história. Nos três ele apresenta informações como onde ouvir o ritmo, com endereços de locais espalhados por todo o Brasil; o que ler, uma bibliografia completa sobre o samba; e uma pequena (segundo o autor) cronologia, que vai desde 1840, com o primeiro baile carnavalesco, realizado no Hotel Itália, no Rio, até 2003, quando foi criado o selo Quelé, exclusivo de samba, também no Rio.
Mangueirense roxo (ou melhor, verde e rosa de corpo e alma), torcedor do Flamengo, André Diniz afirma que, além disso, tem 'uma filha chamada Maria'. Formado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), fez mestrado na Uni-Rio e está concluindo o curso de doutorado também na UFF, onde pesquisa a obra do historiador José Ramos Tinhorão (ex-crítico de música do Jornal do Brasil). André Diniz também é autor do 'Almanaque do choro' (Zahar), lançado em fevereiro de 2003 e que está na terceira edição.
Do que é feito o samba? 'Almanaque do Samba', de André Diniz, traça a história dos quase 90 anos do ritmo mais popular do Brasil Zero Hora em 27/2/2006, por Renato Mendonça.
Os sambistas gastam boa parte do seu tempo discutindo sua arte. Caetano traçou uma árvore genealógica em que o samba surge como pai do prazer e filho da dor. Noel e Vadico definiram o ritmo como 'chorar de alegria'. Caymmi avisou que quem não gosta de samba ou é ruim da cabeça ou doente do pé. Camelo, do Los Hermanos, provocou 'Quem se atreve a me dizer / Do que é feito o samba?'. André Diniz deu sua resposta escrevendo o Almanaque do samba.
Para o bem e para o mal, as 276 páginas do Almanaque do samba fazem jus ao nome. Diniz inicia o livro tentando identificar as origens sociais do samba, desencavando informações interessantes como a de que, em meados do século 19, metade da população do Rio de Janeiro era constituída de escravos, ou de que Sinhô costumava pagar músicos de baile para tocar suas composições, mas logo se contenta em alinhar pequenas biografias que, se não investem na profundidade (a vida trágica de Assis Valente, por exemplo, que culminou em suicídio, é descrita em tom épico) combinam agradavelmente informação e humor como qualquer almanaque que se preze.
Os protagonistas são luxo só - Adoniram Barbosa, Bide, Donga (um dos compositores do primeiro samba reconhecido, Pelo telefone, de 1917), Pixinguinha, Chico Buarque, João da Baiana, Ciro Monteiro, Clara Nunes, Ismael Silva, Lupicinio Rodrigues, Monarco e Martinho da Vila, entre tantos, alcançando o pagode dos anos 80, com Guineto, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. O pulo do gato é a inserção de 80 quadrinhos ao longo do texto, detalhando tópicos como a Guerra dos Canudos e o Cinema Novo, descrevendo como eram os Cines cariocas do início do século passado e até ensinando uma receita de rabada com agrião. Completam o livro ainda sugestões de bibliografia, discos e lugares ligados ao samba.
Pode-se criticar que o nome certo deveria ser 'Almanaque do samba carioca' e cobrar que o ideal seria que o livro viesse acompanhado de um CD. Além disso, questões importantes como o que seria o samba esquema novo proposto por Jorge Ben nos anos 60 ou se a bossa nova não é mais que o velho samba com batida diferente também não são debatidas. Mas o Almanaque do samba vale como introdução ao samba, e algumas passagens, como quando João da Baiana descreve as democráticas festas comandadas pela Tia Ciata, explicam do que é feito o Brasil - 'Havia baile na sala de visita (ao som de chorinho), samba de partido alto nos fundos da casa e batucada no terreiro (ou seja, samba de umbigada)'.
OPINIÃO
"O samba desde os primórdios, suas relações com o lundu, o maxixe e sua evolução ao longo dos tempos, destacando perfis dos principais bambas, são apenas algumas das vertentes deste substancial Almanaque, que tem ainda vasta bibliografia e discografia. Verdadeiro manual do ramo (e suas ramificações), ele fornece o caminho das pedras para quem pretende ir ao samba - no mais amplo sentido da expressão.” Tárik de Souza.
"Almanaque, explica o dicionário, é isso aí que o André Diniz fez para a gente do choro: livro que traz diversas informações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. Agora ele retoma o mesmo delicioso caminho, abordando o universo do samba. Para quem trabalha com informação, é prato feito, farto, bem temperado." Hermínio Bello de Carvalho.
Publicado por Jorge Zahar Editor Ltda, 3ª edição: 2008. Lançado em 16/02/2006. 143 páginas. ISBN 978-85-7110-897-4.
Veja mais em www.zahar.com.br http://www.zahar.com.br/catalogo_detalhe.asp?id=0999&ORDEM=A
Almanaque do Choro A história do chorinho, o que ouvir, o que ler, onde curtir.
 “A melhor introdução contemporânea para se entender um pouco da história do mais importante gênero instrumental brasileiro.” Luís Nassif
Daí o grande mérito do livro. O autor não faz uma defesa apaixonada do gênero... mas deixa que o choro imponha sua importância naturalmente.” Tom Cardoso, Valor Econômico
SINOPSE
'Almanaque do Choro' é um guia sobre o gênero musical que Heitor Villa-Lobos afirmava ser a 'alma musical do povo brasileiro'. É uma introdução ao universo do choro, com sua origem e quase 150 anos de história, em uma linguagem clara mesmo para quem desconhece música. Além de apresentar os principais músicos, compositores e instrumentos do gênero, esse livro traz ainda - pequena cronologia do choro; cerca de 80 fotografias e ilustrações; depoimentos de músicos; dicas de onde se pode ouvir choro e como adquirir CDs e livros sobre o gênero.
OPINIÃO
“Embora o choro tenha sido tema de excelentes trabalhos realizados por renomados pesquisadores, o mercado sempre careceu de uma publicação que servisse como guia para os neófitos. Para suprir essa falta o André escreveu este Almanaque do Choro, e acertou em cheio.” Do prefácio de Maurício Carrilho, violonista e compositor.
“A melhor introdução contemporânea para se entender um pouco da história do mais importante gênero instrumental brasileiro.” Luís Nassif, bandolinista e jornalista da Folha de S.Paulo.
“Pode ser apreciado tanto por neófitos como por entendidos. (...) Diniz abre, a cada capítulo, um espaço para falar da modinha, do maxixe, do surgimento do long-play, da bossa nova, do forró, da gafieira. Daí o grande mérito do livro. O autor não faz uma defesa apaixonada do gênero, colocando-o acima de outros ritmos, mas deixa que o choro imponha sua importância naturalmente.” Tom Cardoso, Valor Econômico.
Publicado por Jorge Zahar Editor Ltda, 3ª edição: 2008. Lançado em 28/02/2003. 143 páginas. ISBN 978-85-7110-698-7
Veja mais em www.zahar.com.br http://www.zahar.com.br/catalogo_detalhe.asp?id=0789&ORDEM=A
Noel Rosa Mestres da Música no Brasil.
SINOPSE
O livro propõe uma viagem ao Rio de Janeiro do começo do século XX, ao tempo de Noel Rosa, o Poeta da Vila, um dos maiores compositores brasileiros. Faleceu aos 26 anos de idade, deixando mais de 200 canções, muitas delas grandes clássicos. Trabalhou como profissional de rádio e isso ajudou a acabar com o amadorismo da profissão e o preconceito contra o músico popular. Sua maior contribuição foi a renovação do vocabulário no samba, rompendo com convenções poéticas arcaicas. Em suas letras estão presentes o despojamento, a ironia e o lirismo. Jovem de classe média conviveu com a boemia e o submundo carioca e soube associar tais informações com experiências musicais mais requintadas.
Publicado por Editora Moderna Ltda. 40 páginas. ISBN : 9788516060329
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Pixinguinha Mestres da Música no Brasil.
“Pixinguinha foi o músico brasileiro mais importante da primeira metade do século XX, o que por si só já justificaria a atenção didática em grande escala. Ao longo de minha experiência como professor, venho observando que, embora exista todo um clima de afeto com relação a ele, havia falta de material didático apropriado para o público infanto-juvenil. Agora esta lacuna fica preenchida.” André Diniz
SINOPSE
Para o público infanto-juvenil vai ficar mais fácil conhecer a vida do genial Pixinguinha (1897 - 1973), sua música e seu tempo: a Editora Moderna lança o livro contando detalhes acerca não apenas do músico que é tido como um dos pais da MPB, mas também do cidadão Alfredo da Rocha Vianna Júnior, e da importância de sua obra.
De autoria do professor e escritor André Diniz e da roteirista Juliana Lins, Pixinguinha integra a coleção Mestres da Música no Brasil, tendo como destaque o caráter didático, bem apropriado para utilização a partir das salas de aulas: o livro contextualiza Pixinguinha em sua época e diante das mudanças atravessadas pelo Brasil e pelo mundo de então.
O pai tocava flauta e enchia a casa de amigos e familiares para tocar e ouvir músicas. Foi nesse ambiente que cresceu o maior de todos os chorões: Pixinguinha. Músico completo - instrumentista, compositor e regente -, Pixinguinha aprendeu a tocar cavaquinho com os irmãos, mas foi com a flauta que desenvolveu toda a sua maestria. Quando achou que perdeu a habilidade, trocou a flauta pelo saxofone, que tocou com total destreza até o final de sua vida.
Publicado por Editora Moderna Ltda. 32 páginas. ISBN : 85-16-03273-6
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ADONIRAN BARBOSA Mestres da Música no Brasil
" Alguém consegue encaixar Vila Alpina, Vila Nhocuné, Morumbi e Santo André em samba? Não dá, reconheço. Mas gosto tanto da cidade que acabo dando um jeito." Adoniran Barbosa
SINOPSE
Adoniran cantou em seus sambas as malocas, os bairros mais humildes, os desamores, os personagens simples da cidade de São Paulo. E foi além, ele mesmo tornando-se um desses personagens: a fala que misturava o italiano e o paulistês, o chapéu e uma indispensável gravatinha-borboleta.
Ator de rádio, cinema e televisão, Adoniran ficou conhecido mesmo pelos grandes sucessos, como o imortal "Trem das onze". Adoniran se foi e nóis fiquemo com as músicas e histórias para lembrar de um dos maiores sambistas de todos os tempos.
TRECHO DO SUPLEMENTO DIDÁTICO Elaborado por Maria Clara Wasserman, mestre em História, professora do ensino fundamental e médio e pesquisadora de música brasileira.
O livro de André Diniz e Juliana Lins conta a história de João Rubinato, filho de imigrantes italianos, que por volta de 1935 adotou o nome artístico de Adoniran Barbosa. Nesse livro, nossa principal fonte de estudo, ficamos sabendo como Adoniran transformou sua vivência de operário em canções, fazendo de cada uma delas parte da história de sua própria vida. Inspiradas nos italianos que aqui chegaram na primeira metade do século XX e em seus descendentes, as letras de Adoniran falam da vida difícil dos imigrantes e dos brasileiros menos favorecidos. São composições que, apesar de bem-humoradas, revelam as tensões decorrentes do vertiginoso processo de urbanização das grandes cidades. Da entoação da fala coloquial, o compositor tirou a entoação de suas melodias, e suas canções registram o linguajar típico resultante do encontro dos diferentes grupos em São Paulo. Considerado cronista dos excluídos. Adoniran Barbosa tematizou o cotidiano da classe trabalhadora em composições que se tornaram retrato da vida paulistana.
Publicado por Editora Moderna Ltda. 32 páginas. ISBN 85-16-03657-X.
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Braguinha (João de Barro) Mestres da Música no Brasil .
“A vida e a obra desse genial compositor são os temas do belo trabalho de André Diniz e Juliana Lins. Mais uma das suas magníficas contribuições para os interessados em nossa música. De minha parte, um modesto interessado, só resta manifestar a André e Juliana a minha profunda gratidão.” Sérgio Cabral
SINOPSE
No livro Braguinha, André Diniz e Juliana Lins detalham o legado de algumas das mais belas e mais importantes canções da música popular brasileira deixado por Braguinha, no século XX, de grandes transformações culturais. Desde 1929, quando, juntamente com Noel Rosa e Almirante, Braguinha formou o Bando de Tangarás. Pela primeira vez, o samba seria tocado com instrumentos de percussão, na música “Na Pavuna”. Com o fim do grupo, a partir de 1933, ele começou a compor canções cujos temas marcariam toda a sua obra: a exaltação da mulher e a crônica bem-humorada do cotidiano.
Diretor de uma das mais importantes gravadoras do país, a Continental, Braguinha musicou as mais conhecidas histórias infantis, como Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho. Dentre as suas composições mais conhecidas estão: Pirata da perna de pau, Carinhoso, Copacabana, As pastorinhas, Touradas em Madri, Yes, nós temos banana e Chiquita Bacana.
Cantor e compositor, Carlos Alberto Braga, o Braguinha ou João de Barro, produziu mais de 400 títulos, inclusive versões e músicas para histórias infantis. Amigo de Noel Rosa, Pixinguinha e Lamartine Babo, Braguinha compôs serestas, marchas-rancho e marchinhas de carnaval. Atuante, ele ajudou a dar formas modernas ao samba. A história de quase 100 anos de vida do artista é narrado por André Diniz e Juliana Lins neste livro.
OPINIÃO
"Quando conheceu Braguinha e ouviu parte do repertório, Ziraldo não se conteve: "Ah! Você é que é o tal de Cancioneiro Nacional, não é isso?". De fato, a obra de Carlos Alberto Ferreira Braga, o João de Barro para a música, Braguinha para os amigos e Carlinhos para a família, dá a impressão de que, sem ela, não haveria música popular brasileira e muito menos carnaval. A vida e a obra desse genial compositor são os temas do belo trabalho de André Diniz e Juliana Lins. Mais uma das suas magníficas contribuições para os interessados em nossa música. De minha parte, um modesto interessado, só resta manifestar a André e Juliana a minha profunda gratidão." (Sérgio Cabral, jornalista, escritor, pesquisador e crítico musical)
Publicado por Editora Moderna Ltda. 32 páginas. ISBN 9788516054007.
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PAULINHO DA VIOLA Mestres da Música no Brasil
"As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender.” Paulinho da Viola
"Mestre da delicadeza, soberano da nobreza do samba, Paulinho da Viola ganha uma história carinhosa escrita por André Diniz e Juliana Lins. Pela primeira vez, seu percurso é traçado a partir do menino tímido." Tárik de Souza
SINOPSE
Um artesão das palavras. Um mestre na criação de melodias, harmonias e letras. Nascido em berço musical, Paulo César conviveu, desde menino, com o choro e o samba. Numa manhã, de 1964, o tímido Paulinho chegou à Portela e começou a freqüentar os redutos do samba e um lugar muito especial: o Zicartola, bar onde se reuniram as figuras mais importantes da música popular carioca. No Zicartola, o grande portelense Zé Kéti batizou de Paulinho da Viola o sambista Paulo César Baptista de Faria.
Aos 24 anos, finalmente, o compositor largou o emprego no banco e passou a se dedicar exclusivamente à música. Ele fez sambas com parceiros e amigos de muito talento: os poetas Sergio Natureza, Ferreira Gullar, Candeia, Martinho da Vila e Elton Medeiros. Com a música Sinal Fechado, em 1969, Paulinho da Viola arrebatou o primeiro prêmio da última edição do festival da Record.
Grande referência na história da música brasileira, Paulinho da Viola revela sua importância para o universo da música com dois trabalho brilhantes: o Memória cantando e o Memória chorando, dois momentos únicos do samba e do choro, ritmos que ele incentivou e defendeu como poucos. Em 1992, o músico recebeu o Prêmio Shell pelo conjunto da obra. Mas, emoção mesmo, teve no carnaval de 1995, quando, depois de 17 anos, voltou a desfilar na escola do seu coração, a Portela.
OPINIÃO
"Mestre da delicadeza, soberano da nobreza do samba, Paulinho da Viola ganha uma história carinhosa escrita por André Diniz e Juliana Lins. Pela primeira vez, seu percurso é traçado a partir do menino tímido, mas curioso, que gostava de ficar de lado, ouvindo uns sambas na Portela. É que a convite dos bambas da escola, que já o reconheciam como um deles, virou compositor. Se a mãe, uma pioneira no futebol feminino, o despertou para a bola, ouvindo o pai, chorão, aprendeu com seu violão que o samba poderia seguir outros caminhos, sem perder a identidade. E nascia o Paulinho retratado no livro. Artesão genial da música, brasileiro maior, coração de menino." Tárik de Souza
Publicado por Editora Moderna Ltda. 40 páginas. ISBN 85-16-04862-4.
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